terça-feira, 8 de dezembro de 2009

Conexão e Liberdade


Temporariamente afastada da meditação para poder finalizar alguns trabalhos pendentes, me emociono ao perceber que, a cada terça-feira, ou mesmo desde a segunda, vou sendo envolvida por uma energia doce e terna, que me sinaliza que não estou só.


Longe da reunião presencial do grupo obaoba, não me sinto menos participante de algo que não poderei relatar aqui, descrevendo a passagem do vento por nossos rostos num momento preciso, ou a entrada em cena do trinado de um certo pássaro, ou transcrevendo a mensagem dos anjos através de Telma.


No entanto, existe uma certa mensagem que ressoa, ao longo do dia, ou mesmo de vários dias, que desperta em minha alma a sensação de estar participando de algo, misterioso, certo, mas que é tão natural quanto deitar-se num campo e olhar para o céu, e esquecer-se a que se veio, porque o essencial é ser e estar, naquele momento, que tudo revela sem nada explicar.


Esse conforto que sinto a cada terça, mesmo de longe, parece ser um mote em minha vida, e na de muitas pessoas: a distância, hoje, muitas vezes já não é empecilho para os encontros profundos, para o estar junto ou para dar um suporte essencial a alguém, que às vezes pode morar em outro país ou continente.


A ciranda obaoba se conecta com outras cirandas, e posso facilmente passar de uma dança para outra, sem descompassos, pois estamos no compasso do coração, e reconhecemos brincantes de mesma natureza em outras rodas.


Sem deixar de estarmos conectados com o grupo, podemos voar em liberdade por outras paragens, e não nos sentiremos estranhos, nem desconectados.


Será esta a mágia de pertencer sendo profundamente a si mesmo?
Exercício diário, a liberdade é uma doce conquista, que só trás mais amor... Porque ela revela a você mesmo o seu coração... E o coração palpita também junto ao obaoba...

quinta-feira, 29 de outubro de 2009

Brincadeiras sincrônicas





















"Passa, passa, gavião, todo mundo é bom
As lavadeiras fazem assim, assim, assim...."

Estar no lugar onde sincronicamente devemos estar para atuar em sintonia com o que o estamos prontos e levados a fazer, pode parecer com uma brincadeira de roda, ou com uma dança circular: estamos em movimento mas em conexão com os outros, sem deixar de estar num lugar próprio, desempenhando o nosso papel, que como nas brincadeiras, pode ser de repente invertido ou alternado.

Essa parece ter sido a mensagem dos anjos, desta vez através de imagens, que mostravam como estamos interconectados a partir de uma dimensão mais sutil. Se nos concentrarmos para soar a nossa nota no concerto universal, colaboramos para a sinfonia de forma harmônica. Assim, esta ação seria um ato de cura pessoal e universal.

O momento sendo volátil, o exercício da atenção pode ser um grande aliado. Como os selos diários do Calendário Maia, onde cada dia tem sua cor, seu tom, e sua energia própria, se penetrarmos no tempo entendo-o como uma qualidade, como um fluxo que nos é favorável e nos aponta direções internas e externas, podemos dançar com ele a favor da correnteza.

Dou uma olhada no que dizia a energia do calendário para a terça: "Comunico-me sem apegos e descubro a harmonia de evoluir na Terra" e verifico a sincronicidade da mensagem que recebemos com a qualidade do tempo de então...

Neste dia, o calendário entrou para fazer parte da nossa meditação, para ajudar-nos a lermos o tempo, a apreciá-lo como um guia, como uma qualidade da natureza, assim como o são o vento, o sol, a lua, a chuva, as árvores e os pássaros.

Meditar tem sido assim como uma brincadeira de roda...