Uma cartomante me disse que eu iria sim à França, e que esta viagem já está se configurando no astral... Algumas pessoas que conheço também irão...
O que ela falou se me apresentou sem surpresas, embora tenha me feito feliz, pois venho alimentando este sonho aos poucos, na minha alma... que é um pouco francesa... As palavras dela descortinaram minha paisagem interior.
Essa possibilidade de ir materializando os sonhos porque representam cintilações de sua alma me pareceu um dos aspectos do que vivenciamos hoje. Vivemos uma pequena aula passo a passo para ir ancorando nossa essência... Fomos intuídos a dissolver aquilo que nos emperra, mentalizando sua imagem e a desmaterializando, instalando um vazio criativo no qual nossa luz natural possa ir tecendo novos sonhos.
A criação da nossa paisagem interna... Que tenhamos conseguido ou não visualizá-la, o exercício de poder admitir esse espaço interior nos levou a muitas considerações, inclusive a do medo que sentimos em verbalizar o que percebemos. Se não damos o primeiro passo para a externar, a paisagem se dissolve e não a compartilhamos... Ao mesmo tempo, quando conseguimos vencer esta barreira, a paisagem se torna viva em nossos corações e sensações do espírito, e a percebemos assim como a criança passeia por um conto infantil.
Este movimento do compartilhar se me afigura neste momento muito semelhante à do ator que entra em cena, o ao do professor no início de uma aula em que precisa romper uma barreira, ao mesmo tempo que cria um espaço receptivo e criativo... Lembro-me também que senti algo parecido quando consegui falar as primeiras palavras em francês depois de freqüentar quase três meses de jardim de infância na Argélia. Rompi a barreira do som e disse à professora: “terminei meu desenho!” A partir deste momento adentrei o mundo das crianças francesas...
Enquanto digo isso, percebo que esse compartilhar da nossa paisagem pode ser um pouco isso, decidir entrar num mundo que palpita em nós, mas do qual não conhecemos ainda bem a linguagem, e estremecemos enquanto balbuciamos nossas primeiras palavras...
Tivemos um pouco de trabalho dissolvendo nossos bloqueios, acendemos uma fogueira para nos ajudar a transmutá-los... Meu Deus, como faz bem a sombra fresca do nosso Baobá... Ele nos abriga do sol e também oferece frescor a nossa alma, com um acolhimento ao mesmo tempo paquidérmico e estelar...
E iniciamos nossa viagem em direção à criação de nosso blog O-Ba-Obá, plantando a árvore mãe de nossas almas, enquanto paralelamente e em sintonia, demos início ao itinerário para o plantio de nosso primeiro Baobá no Sitio União, de Fabio...
O-Bá-Oba!
Mariana Alencar

Isso é apenas uma pequena amostra imagine o que vem por aí.
ResponderExcluirTona
Quantas e quantas vezes desacreditamos dos nossos sonhos, dos nossos planos e das nossas metas. A possibilidade de construção de um mundo condizente com os nossos verdadeiras necessidades, está diretamente relacionada com a nossa capacidade de expressar a nossa imagem interna.
ResponderExcluirExperimentamos no nosso último encontro criar nossa paisagem interna. Exercício findo nos deparamos com inúmeras questões que espero possamos investigar e aprofundar, até chegar um momento em que criar e expressar a nossa criação seja um evento simples e essencial em nossas vidas.