Na meditação de hoje, o tema da família surgiu naturalmente, trazido pelos Baobás... Família, família, “essas pessoas na sala de jantar”... Uma matriz interessante, finalmente, que parece imprimir em nós o que precisamos curar... Nossas questões ficam abrigadas e modeladas por esse conjunto de almas que nos acompanham ao longo da vida, e que depois de partirem, continuam compondo nossa constelação. Hoje, enquanto trocamos figurinhas sobre nossas famílias, ficou evidente que nossas questões são ao mesmo tempo únicas e universais. Cada uma das famílias pareceu ter temas principais, sentimentos mola em torno dos quais se movem cada um de seus membros, compondo assim configurações particulares. Como é abordada a questão da sexualidade, da autoridade, da fraternidade. Como é a inveja entre irmãos, como são vividos os diversos complexos... Cada aspecto desses reveste um matiz e um tom em cada uma de nossas famílias, e assim elas vão compondo sua própria sinfonia...
Às vezes, as notas dessa sinfonia são meio fortes, outras destoam, outras ferem, mas outras são cristalinas e curativas...
Ao mesmo tempo, fomos tomando consciência de que existe uma cura mais profunda se processando ao nível da cultura familiar local, com questões que se expandem para as relações sociais... A dimensão não foi apenas pessoal, ela se ampliou, atravessando o tempo, o espaço, e as gerações...
Para aqueles de nós que participaram do plantio do Baobá, houve a consciência de que determinadas questões que há muito existiam em nós começaram a vibrar com uma nova clareza... O Baobá nos trouxe a força necessária para poder encará-las.

Constatamos que, apesar da seriedade de certas questões abordadas durante a meditação, nós demos muitas risadas com os comentários paralelos (inclusive com o de que algumas pessoas no espaço Logos se perguntam o que se passa em nossa sessão meditativa: estaria Telma, nossa coordenadora, aplicando um método de cura inusitado à base de riso?). Essa leveza trazida por nossos anjos compôs a atmosfera necessária para que pudéssemos verbalizar muitas das facetas mais difíceis que compõem nosso tecido de vida e nossas conexões familiares...
Só nos restou agradecer a presença dos anjos e reforçar nosso desejo de cuidar do Baobá da Ponte d’Uchoa, que nos pareceu ser aquele que dá o tom maior na constelação da família dos Baobás da cidade...
Mariana Alencar

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