quinta-feira, 2 de setembro de 2010

Encontros de árvores


Um novo ciclo se abre na meditação, e, talvez porque estava me adaptando ao novo momento, não consegui anotar quase nada ultimamente. Só no encontro do dia 24.08 pude, enfim, com uma certa tranqüilidade, escrever alguma coisa. Talvez o novo ciclo pedisse uma gravação sonora, para podermos colocar o som direto no blog, podendo dispor assim da versão escrita e da versão áudio... uma idéia levantada já há algum tempo, e que, talvez, no futuro, coloquemos em prática.
Até o tom da voz de Telma mudou, me deixando perdida, sem saber se tratava-se da mensagem ou de uma conversa coloquial. A volta de Neuzinha e de Salete, trazendo um novo alento, novas visões e informações, transformou também a dinâmica do encontro, permanentemente maleável, apesar de uma estrutura básica permanecer em filigrana: a abertura do encontro se faz com nossas conversas espontâneas, muitas vezes girando em torno de temas que afloram naturalmente, trazidos pelas experiências de cada um, ou por reflexões, intuições, ou pela necessidade de compartilhar algo específico. A reverberação que os relatos causam em cada um acontece espontaneamente, a energia vai circulando, curando, suscitando lembranças, incômodos, espelhamentos. Quando este momento vai se acalmando, entramos naturalmente no canal meditativo, com silêncio, luzes, ventos, visões, aconchegos, e a mensagem que os anjos encaminham através de Telma.
Essas mensagens parecem, ultimamente, estarem concatenadas umas às outras, me deixando surpresa com esta nova continuidade: o anjo fez menção, numa delas, ao que tinha sido dito na meditação anterior. Neste momento, senti-me em falta por não ter conseguido anotar quase nada então. Havia perdido o novo fio da meada, mas o conteúdo principal havia ficado: o Sorriso como equilíbrio, como encontro com a beleza, como conexão com a alma. O Sorriso em suas diversas “camadas”, aquele que é externo, e aquele que brota do âmago da alma, um reverberando o outro. Chega sempre como uma mensagem com sua vibração específica, e elemento de encontro com a liberdade.
Nesta última terça pude anotar, mal ou bem, alguma coisa. Mas o principal se impõe de imediato: Telma falou em reverberação das árvores. O que cada árvore transmite, em vida, em conexões, em fervilhar de mundos microscópicos, não nos é palpável. Assim como as árvores, disse o anjo, também nos conectamos e reverberamos vida.
“Vocês ficarão encantados com os relacionamentos que estabelecem, com o quanto reverberam em vida. Não há porque se exigir tanto, as exigências limitam a reverberação da vida”.
“Às vezes, as pessoas reverberam coisas de que você pode ou não gostar. Seja o que for, aprenda com elas. Nem sempre essas reverberações serão borboletas, às vezes poderão ser estrume”.
A falta de reverberação das plantas de matéria plástica nos deixa perceber o significado do que o anjo nos assinalou como mundos de vida relacionados a uma árvore. Às vezes, comentou ele, pensamos que somos de plástico, mas nós, como as árvores, reverberamos níveis de vida diversos, e nos conectamos através dessas reverberações. E nos sinalizou: “Não se esqueçam do significado de cada encontro”.

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