Para onde vai a delicadeza, quando vamos para o mundo das coisas concretas... A gentileza e a delicadeza do mundo invisível, dos anjos, que estão sempre prontos a nos ajudar a permear nosso mundo e nossas ações com gentileza, pode ser uma referência sempre accessível ...A delicadeza brota naturalmente quando estamos sendo gentis conosco mesmos, e quando buscamos nosso conforto no mundo. Esse aprendizado às vezes passa por extremos desconfortos, mas alguém gentil, ou nossa alma gentil toca seu acorde, e acordamos, para o mundo delicado que estava recôndito em nós.
Dessa vez foram os anjos que nos guiaram para o fluxo do rio delicadeza, levando-nos a imaginar uma cachoeira numa montanha, e nosso corpo se transformando na água desta cachoeira em busca de seu leito, abrindo um caminho confortável, tendo o sol e o vento como guias.
Fomos depois levados a inspirar profundamente e a imaginar um cesto onde colocar todas as questões que sentimos nos afastar da gentileza. O peso das preocupações ali acumuladas foi sendo dissolvido por uma luz verde, emitida por nosso anjo pessoal. Para nos ajudar a nos despojar delas completamente, pediu-nos para retirá-las de nós assim como tiramos uma roupa, sabendo que não somos essas vestimentas, não somos essas preocupações.
Fomos conduzidos a escolher uma roupa presenteada pelo universo, e, nos sentindo leves e fresquinhos com elas, colocamos os cestos de preocupação no centro do círculo, deixando que o rio as levasse, o sol as dissolvesse e a terra as acolhesse.
Sentir a natureza acolhendo e dissolvendo as preocupações nos fez voltar a um estado original de inteireza, engraçado e interessante, como se o que haviamos acumulado em inquietações tivesse ido se alojar numa paisagem e se tornado parte dela, como naqueles jogos dos sete erros em que descobrimos detalhes destoantes ou diferentes em fundos semelhantes, uma paisagem antes e depois de termos lançado nelas nossas aflições.
Internamente a paisagem se fez mais clara, e as preocupações foram assimiladas e transformadas na natureza, pelo amor profundo dos quatro elementos, pelo fogo, a água, a terra e o ar, numa alquimia divertida e profunda.
Até a próxima...
Abraços.

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