terça-feira, 11 de agosto de 2009

A nossa Arca flui guiada pela beleza




Às vezes, perceber o que nos foi passado na meditação é um processo que vai acontecendo devagar, como gotas de luz que vão caindo e formando uma paisagem, vão ocorrendo conexões entre duas ou três coisas que foram ditas e, que, de repente, tomam uma outra dimensão quando relacionadas.

Hoje, nosso anjo nos levou a viajar num barco, que ele transformou na arca de Noé. Fiquei brincando com a idéia de sermos representantes de aspectos de uma espécie. Resgatados para irmos ao encontro de novos horizontes, íamos carregando sonhos e o sentido da beleza, num exercício de descobrir aquilo que é fundamental para cada um de nós.

Às vezes, sentimos que estamos protagonizando uma cura mais profunda, onde nossas questões e dores pessoais representam um universo mais amplo, como uma gota do oceano que não deixa de conter todo o oceano.

Assim é que, quando tocamos em questões como exílio, tortura, comunismo, catolicismo, ditadura, rezar em família, ouvir citações do presidente Mao quando criança, as abordamos de uma forma que é possível para cada um, no aconchego criado por nossos anjos, colocar seu ponto de vista, sua história de vida, o que nos situa às vezes em pólos opostos. Nos demos conta de que estamos ajudando a desfazer nós profundos, com auxílio angelical, conseguindo ouvir o ponto de vista do outro num exercício de abertura, sentindo que não há nada de absoluto, conseguindo relativizar as visões.

Transcender as polaridades parece ter sido uma das mensagens do dia. Dar um salto quântico ajudados pelo nosso sentido de beleza pessoal, pela coragem que decorre do fato de honrá-lo, acessando nosso ser mais profundo e fazendo correr nosso barco a partir de uma visão mais fluída. Tendo o sentido de beleza como guia, conseguimos acessar as mensagens de nossa alma, conseguimos entender os tesouros que ela quer transportar em nossa aventura pela terra.

Os pólos com os quais nos deparamos ao longo de nossas vidas, e ao comparar nossas vidas (foi interessante perceber, por exemplo, que Fátima é considerada aterrada demais, enquanto que eu aérea demais, as polaridades rico-pobre, "comunista"-usineiro, quem gosta de gato, quem de cachorro, e algumas outras classificações sociais e ideológicas, parecem ter sido encaminhadas para uma dissolução para dar lugar a um sentido da vida guiado pela beleza, pela vibração da alma, pela direção soprada por nossos anjos...

Não ter medo de ir ao encontro da beleza da nossa paisagem interna... E, para isso, fomos presenteados por uma aula prática, tentando com Fátima visualizar a compra da casa na qual ela se sente tão bem. Ser guiada pelo senso de beleza que morar naquela casa, situada no meio da natureza, suscita ficou sendo claramente a luz guia de seus próximos passos... Desdobramentos a seguir, em próximos capítulos...

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