
Adentrando o mangue numa jangadinha preparada por seu anjo para uma viagem especial de contemplação: enquanto você entra no mangue, onde a maré vai baixando,o sol nasce no horizonte e o silêncio no santuário desta vegetação favorece a observação de si mesmo, a visão interior da natureza e da sua natureza.
Tentar ficar em consonância com os movimentos, as ondas que vão e vêm, a maré que sobe e desce, as memórias que ficam vivas dentro do nosso ser aquático. A água é memória, memória solidificada no tempo, a água do mangue é memória.
Enquanto continuamos nossa pequena navegação, na nossa jangadinha confortável, o anjo nos chama atenção para nosso Eu observador, um desdobramento de nós mesmos, o Eu que observa nosso Eu, que são cuidados e guiados por nosso Eu Superior. Essa observação desdobrada, esse exercício de escuta interna, é um espaço que pode ser aumentado nas nossas vidas de forma cotidiana, e a partir do qual podemos criar possibilidades novas, deixar que as revelações aconteçam.
Esse espaço interno pode ser o ponto de partida para uma nova forma de agir mais natural e em consonância com a alma. Nosso anjo chamou atenção para o fato de que Tona, sem perceber, já se encontra nesta sintonia. O anjo dele é o Eu observador, como um desdobramento dele mesmo, atento e natural.
No contato interior proporcionado pela viagem no mangue, o nosso anjo nos diz: que lição principal aprendemos aqui, o que fica registrado em nosso corpo?
Vejo maravilhada que consigo visualizar espaços de memória: acesso memórias agradáveis com as quais meu corpo se sente confortável, vivo e alegre.
E Telma percebe que em nossos encontros estamos criando boas memórias, um acervo de água e luz.

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