
Entrar no mundo por uma espiral, tempo, espaço, memória, desejos, felicidade, percurso. Cachoeira... Há um paraíso possível ao lado da árvore da sabedoria interior, e a cachoeira correndo, gerando frescor, fluidez. Ela cria mais clareza, harmonia, beleza, respeito à individualidade, e, novamente, entramos na espiral com mais leveza, buscando criar nosso caminho, integrando.
Na fogueira da cura, diante de nós, transformamos mil e uma coisas. Visualizamos quem precisa de apoio, de amparo e cura. Um vermelho rubi sorridente me enche os olhos, fico feliz como uma criança a quem um anjo vem falar de manhã ou no meio de uma brincadeira no jardim.
A luz do sol atravessa a cortina da sala e inunda cantinhos de nossa alma, sofrimentos somem, alguém parece sorrir em nossos olhos.
O círculo de cura é grande, capaz de abarcar a todos em quem pensamos. E são muitos.
Pode ser leve transformar desesperança em aprendizado, conflitos em luz para decifração do caminho ainda a percorrer, e penso na oração de São Francisco.
A pitombeira, ainda levemente carregada de frutos, me assegura numa linguagem que não sei de onde me chega que a infância ainda habita dentro de nós, e se não estamos correndo pelos quintais, nossos pensamentos brincam, nossos espíritos se divertem a valer na luz do sol.
As essencias florais que tiramos no final vêm sinalizar: falam essa mesma linguagem, delicada linguagem, que captamos tão bem nesta manhã, crianças de manhãs de outras eras, onde olhávamos para os jardins como paisagens da alma.

Nenhum comentário:
Postar um comentário