terça-feira, 4 de agosto de 2009

Uma meditação, uma brincadeira de roda



Entrar no mundo por uma espiral, tempo, espaço, memória, desejos, felicidade, percurso. Cachoeira... Há um paraíso possível ao lado da árvore da sabedoria interior, e a cachoeira correndo, gerando frescor, fluidez. Ela cria mais clareza, harmonia, beleza, respeito à individualidade, e, novamente, entramos na espiral com mais leveza, buscando criar nosso caminho, integrando.

Na fogueira da cura, diante de nós, transformamos mil e uma coisas. Visualizamos quem precisa de apoio, de amparo e cura. Um vermelho rubi sorridente me enche os olhos, fico feliz como uma criança a quem um anjo vem falar de manhã ou no meio de uma brincadeira no jardim.

A luz do sol atravessa a cortina da sala e inunda cantinhos de nossa alma, sofrimentos somem, alguém parece sorrir em nossos olhos.
O círculo de cura é grande, capaz de abarcar a todos em quem pensamos. E são muitos.

Pode ser leve transformar desesperança em aprendizado, conflitos em luz para decifração do caminho ainda a percorrer, e penso na oração de São Francisco.

A pitombeira, ainda levemente carregada de frutos, me assegura numa linguagem que não sei de onde me chega que a infância ainda habita dentro de nós, e se não estamos correndo pelos quintais, nossos pensamentos brincam, nossos espíritos se divertem a valer na luz do sol.

As essencias florais que tiramos no final vêm sinalizar: falam essa mesma linguagem, delicada linguagem, que captamos tão bem nesta manhã, crianças de manhãs de outras eras, onde olhávamos para os jardins como paisagens da alma.

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