terça-feira, 17 de março de 2009

Buscando acolhimento nas conexões

Esta foi a primeira vez que baixei uma imagem antes de escrever o texto aqui no obaobá. Sinto que ela ira me auxiliar, depois de uma manhã de intensos trabalhos "terapêuticos".

Neste quadro da "Última Ceia" de Da Vinci, Jesus, no centro da cena, é ladeado pelo apóstolo João, que no filme "O Código da Vinci" é revelado como sendo na verdade Maria Magdalena. De fato, sua figura tem uma suavidade feminina, que faz eco ao feminino de Jesus. Os outros apóstolos têm uma movimentação mais "áspera", enquanto que Jesus e Magdalena parecem manter uma conexão interior que os torna mais suaves. Um veste vermelho e se reveste de um pano azul (Jesus), o outro (João, Magdalena) veste azul e se cobre de vermelho.
João-Magdalena se derrama sobre seu companheiro, mas sentimos que ele está conectado a Jesus, no centro da cena estão os braços dos dois lado a lado. Essa conexão permite a João-Magdalena se doar aos amigos, e a Jesus resplandecer em vermelho e azul (masculino e feminino).
Não sei bem qual foi o "tema" da meditação de hoje, mas de uma certa forma, acho que teve a ver com nossas conexões, e suas naturezas. Conexões de diversos tipos, relacionamentos de diversas sortes, experiências antigas e atuais que fogem a padrões e fazem-nos questionar também sobre a nossa natureza, espiritual, sexual, cósmica. Afinal, para quem medita à luz de árvores, de Baobás, e sabe da sua natureza estelar, essa questão de rótulos e padrões começa a revestir o mesmo significado que as cores do prisma. Na verdade, a luz-unidade é branca (aqui me lembro de Ivete falando da Diana do pastoril) , se olharmos pelo prisma esta cor se divide em várias tonalidades (Tona, você é uma delas).
Saber que nossa alma tem tantas cores quanto o arco-iris e mais (me lembro agora de nossa conversa na padaria falando de amizades coloridas, termo gracioso que ressoa com a liberdade de poder expressar os vários coloridos da alma) permite perceber que nossas conexões de alma podem também ter muitas cores... As misturas das tintas podem dar laranja, azul, rosa ou verde, mas o que nos pareceu primordial foi que elas brilhassem como os cordões dourados que nos ligam a nossas almas e a nossos anjos. As vezes misturas excessivas ou mal equilibradas das cores resultam numa espécie de verde lodento, onde o brilho original das cores primitivas desaparece...
Cuidar da conexão primordial que é a conexão com nossa alma, com nosso anjo, atrairá naturalmente os parceiros divinos, que são aqueles que tendem a nos deixar livres, como as flores, borboletas e passarinhos, doadores, alegres e belos, e nutridos naturalmente de sua própria beleza e alegria.
Talvez estejamos questionando a natureza das nossas conexões, revendo padrões e preconceitos arraigados, que fomos acumulando ao longo do tempo, sem querer ou perceber, como exercício para podermos ampliar nossos contatos internos com nossos anjos, guias. A qualidade da conexão é o que importa aqui, a vibração da alma, se ela está em azul ou vermelho, talvez não seja o fundamental, mas que sejam cores da alma, que acolham o corpo.
Telma, conduzindo a meditação, nos levou a observar nossos cordões de conexão... A quem estamos conectados? Na ponta do dela estava seu anjo... Assegurou-lhe que podia ficar tranquila de sua proteção, apesar de seus muitos cordões e conexões, no final, ele sempre estaria com ela.
Sinto que estamos com mais vontade de cuidar dessas conexões. Queremos sentir seus significados de maneira mais profunda. Sabemos que não estamos em contato a toa. Que há certos laços que lampejam com luz divina... Quando isso acontece, ficamos desinteressados dos rótulos. Não têm a graça nem a leveza da alma, apenas podem auxiliar nos códigos sociais, quando a alma se ausenta.
Sentimos que o mangue continua presente, através do floral que tomamos diariamente, revelando uma nova natureza ao nosso redor e dentro de nós, possibilitando um encontro com o nosso renascimento em tempos de conexões renovadas.
PS: O quadro de Da Vinci me foi inspirado pela aparição de Jesus na meditação, mostrando seu coração de onde saem raios de diversas cores, como na chama trina. Meu avô João Batista me fez recordar esta cena, por causa da proximidade com o apóstolo João Batista-Magdalena.
PS2: Recebemos o encanto de ouvir Ivete em uma canção que ela estudou esta semana. Sua voz delicada e envolvente nos comoveu...

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