
Aos poucos, sinto minha viagem à França se concretizando com alternâncias de alegria profunda e rasgos no meu plexo solar. Apesar de não ser por um tempo excessivamente longo (40 dias), sei que sentirei saudades. Há um pouco mais de duas semanas para a viagem, já estou conversando com Telma para que ela crie coragem de fazer os relatos aqui, semanalmente.Hoje, em nossa meditação, falamos um pouco de como o espaço do obaobá nos ajuda a criar coragem, esperança, leveza, e, como os anjos nos lembraram, amor, beleza, clareza, para o que estamos empreendendo em nossas vidas. No obaobá temos encontrado este apoio, em momentos diversos. Lembramos alguns deles: Fátima para se mudar, Telma, para dar apoio a sua mãe, também no período de enchentes em Blumenau; quando me operei no ano passado, foi também neste grupo que senti apoio e segurança, e por aí vai. Para esta viagem também colhi bases profundas no obaobá.
No entanto, ainda continuamos a nos questionar sobre o que estamos fazendo. Parece-nos muitas vezes que estamos meio em dívida, poderiamos estar fazendo mais, servindo mais... E Tona veio em nosso socorro: é que às vezes o fato de estarmos, de simplesmente sermos já traz uma nova luz ou tonalidade a certas situações, a energia de que somos nutridos e que ancoramos transforma e cura o tempo todo. Essa visão é bem tranquilizadora, até porque, na verdade, já temos um bocado de coisas que nos requerem no dia a dia. Porém, não deixa de ser verdade que podemos contribuir mais, não como caridade, como bem disse Brenda, mas como forma de estimular as trocas e as transformações. Esta ótica me parece profundamente sábia, e deixa liberdade a nossa alma para ir buscar o que ela quer movimentar, criar, contribuir com.
Nossos anjos pediram para que fossemos buscar um lugar de conforto dentro de nós. Que lugar mais confortável existe em nossa alma, onde podemos relaxar em nós mesmos, neste momento? Telma visualizou esta conexão profunda nos atendimentos e nos cursos de floral e consciência energética. Brenda transitou pelos momentos em que deu suporte, até o fim, ao seu filho no hospital, e agora a seu tio. Eu me visualizei no colégio onde estudei em Argel, contemplando a vista da baia da cidade, nos intervalos das aulas (acho que para mim os intervalos são importantes, agora materializados em nossos encontros meditativos). Para cada um de nós a vida tem apresentado muitas transformações, de semana a semana. O que conseguimos realizar fica às vezes muito aquém do que gostariamos, e no entanto, ao sentirmos o apoio renovado que recebemos, conseguimos recontactar-nos com mais facilidade com o essencial, buscando um foco cada vez mais claro das ações do nosso caminhar. E hoje recebemos bem nídido que ele deve estar permeado de beleza, clareza e amor. Não é tanto o que fazemos, mas também como fazemos. Assim, Telma que está sendo chamada a voltar a entrar em contato com a arquitetura poderá exercitar isso: seu olhar transformado certamente contribuirá com uma nova sensibilidade nesta sua atividade. Assim como Fátima, que de repente se dá conta de que sua ajuda transformou sua mãe e sua avó em belas damas no dia do aniversário de seu pai, e ficou mais consciente do recado dos anjos de que ela tem como missão o ancoramento da beleza. De repente, ficou fácil perceber e entender.
Assim, de semana a semana, nossa gratidão é sempre renovada pela percepção do que estamos curando, recebendo, e transformando. Às vezes chegamos cheios de apreensão quanto ao mundo, quanto ao que será... E é muito bom podermos receber essas mensagens de conforto, de elucidação, de cura, de ajuda para manter o foco na beleza, na clareza e no amor.


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